Estado passou de cerca de 20 para mais de 100 focos no começo de agosto; órgãos ambientais reforçam monitoramento e ações preventivas diante do avanço do período seco.
O Amapá registrou um crescimento expressivo no número de focos de calor neste início de agosto de 2026. De acordo com informações divulgadas nesta quinta-feira (20), o aumento chegou a aproximadamente 400% em comparação com o mesmo período do ano passado. O estado passou de cerca de 20 ocorrências para mais de 100 focos identificados, acendendo um alerta para os próximos meses, quando a estiagem tende a se intensificar. (Plano Oeste EDC)
Segundo o meteorologista Jeferson Vilhena, do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa), o percentual elevado também está relacionado ao fato de agosto marcar o começo da transição para o período mais seco. Apesar do aumento dos registros, o estado ainda contabiliza volumes de chuva em diferentes regiões. Entre os mais de 100 focos detectados, aproximadamente quatro ou cinco já haviam sido confirmados como incêndios por meio de imagens de satélite. (Plano Oeste EDC)
Monitoramento é reforçado
O acompanhamento das ocorrências é realizado pelo Núcleo de Meteorologia e Recursos Hídricos do Iepa, em conjunto com a Sala de Situação da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema). O levantamento utiliza informações do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC/Inpe), permitindo identificar focos de calor e acompanhar áreas com maior possibilidade de ocorrência de queimadas. (Plano Oeste EDC)
As informações produzidas pelo monitoramento são encaminhadas aos órgãos responsáveis pela fiscalização e pelo atendimento das ocorrências, auxiliando no direcionamento das equipes em campo. As medidas preventivas também contam com ações vinculadas ao Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas do Amapá (PPCDAP). Governo estadual e Defesa Civil intensificaram campanhas de conscientização para tentar impedir que o uso inadequado do fogo contribua para novos incêndios durante a estiagem. (Plano Oeste EDC)
Período seco aumenta preocupação
O cenário exige atenção porque o Amapá está apenas no começo da estação de menor volume de chuvas. Em escala regional, previsões climáticas para o segundo semestre apontam possibilidade de temperaturas acima da média e redução das precipitações em partes da Região Norte, condições que podem diminuir a umidade do solo e favorecer a propagação do fogo. O fortalecimento do El Niño também aparece entre os fatores de preocupação para a Amazônia durante o segundo semestre de 2026. (Conexão Safra – Conteúdos do Agro)
Mesmo com o salto percentual observado no começo de agosto, os números precisam ser analisados considerando a baixa base de comparação do mesmo período de 2025. Por isso, o acompanhamento das próximas semanas será importante para determinar se o crescimento inicial se transformará em uma temporada mais severa de queimadas. A prioridade dos órgãos ambientais é manter o monitoramento contínuo e permitir uma resposta mais rápida quando os focos forem confirmados como incêndios.
Prevenção será fundamental nos próximos meses
Com o avanço da estiagem, medidas preventivas ganham importância para evitar que pequenos focos evoluam para incêndios de maiores proporções. Além da fiscalização, campanhas de conscientização buscam reduzir queimadas provocadas por atividades humanas e orientar moradores e produtores sobre os riscos do uso do fogo durante períodos de baixa umidade.
A tendência climática para o Norte brasileiro reforça a necessidade de acompanhamento permanente. Projeções nacionais indicam que temperaturas elevadas e períodos mais secos podem ampliar o risco de incêndios em diferentes áreas da Amazônia ao longo do segundo semestre. No Amapá, autoridades ambientais devem continuar acompanhando dados meteorológicos e imagens de satélite para identificar rapidamente possíveis áreas críticas. (Conexão Safra – Conteúdos do Agro)
