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Jornal Amapá > Blog > Política > TSE retira julgamento de Furlan da pauta e deixa em aberto processo que pode afetar candidatura ao Governo do Amapá
Política

TSE retira julgamento de Furlan da pauta e deixa em aberto processo que pode afetar candidatura ao Governo do Amapá

William Crestwood
William Crestwood setembro 18, 2026
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Recurso envolve suposto abuso de poder no Macapá Verão 2024; julgamento tinha placar parcial de 2 votos a 1 pela cassação.

Contents
Por que o julgamento de Furlan foi retirado da pauta do TSEO que está em discussão no processo eleitoralO que acontece agora com a candidatura de Furlan

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não retomou nesta quinta-feira (17) o julgamento do processo que envolve o ex-prefeito de Macapá e candidato ao Governo do Amapá, Antônio Furlan. A análise do recurso estava prevista na pauta da Corte, mas acabou não avançando, deixando novamente em aberto uma disputa judicial que pode ter consequências para a situação eleitoral do candidato. O processo trata de acusações relacionadas ao suposto abuso de poder político e econômico e à prática de conduta vedada durante eventos do Macapá Verão 2024, quando Furlan era prefeito da capital. (Justiça Eleitoral)

O caso ganhou importância no cenário político amapaense porque o julgamento no TSE possui, até o momento, votos divergentes. O relator, ministro Villas Bôas Cueva, votou pelo desprovimento do recurso, enquanto os ministros Floriano de Azevedo Marques e Estela Aranha votaram em sentido contrário, defendendo cassação e inelegibilidade. A retomada que estava prevista para esta semana dependia do voto do ministro Kassio Nunes Marques, que havia pedido vista do processo. (Justiça Eleitoral)

Por que o julgamento de Furlan foi retirado da pauta do TSE

O processo que envolve Furlan chegou ao Tribunal Superior Eleitoral depois de decisões anteriores da Justiça Eleitoral do Amapá. A ação questiona acontecimentos relacionados ao Macapá Verão 2024, incluindo a inauguração da Arena Beiradão e outros eventos realizados durante o período eleitoral. A acusação sustenta que estruturas e atividades custeadas pelo poder público teriam sido utilizadas de maneira capaz de favorecer eleitoralmente o então prefeito, enquanto a defesa contesta essa interpretação. (SelesNafes.com)

A sessão prevista para 17 de setembro não resultou na retomada do julgamento. Segundo informações publicadas pelo portal SelesNafes, a ausência do ministro Dias Toffoli impediu a formação do quórum necessário para a análise do processo. O TSE, por sua vez, havia confirmado anteriormente que o recurso envolvendo Furlan estava entre os processos previstos na pauta daquela quinta-feira, embora as pautas da Corte estejam sujeitas a alterações. (SelesNafes.com)

O julgamento já havia sido interrompido anteriormente por um pedido de vista do ministro Kassio Nunes Marques. Agora, com a não realização da análise prevista para esta semana, o processo permanece sem uma decisão definitiva do plenário do TSE. Para quem acompanha as eleições no Amapá, isso significa que a situação jurídica relacionada a esse processo continua em aberto e deverá ser acompanhada pelas próximas pautas da Corte.

O que está em discussão no processo eleitoral

O ponto central da ação é saber se os acontecimentos do Macapá Verão 2024 configuraram abuso de poder político e econômico ou conduta vedada pela legislação eleitoral em benefício da candidatura de Furlan. O Tribunal Regional Eleitoral do Amapá havia rejeitado a ação contra o então prefeito e seu vice, Mário de Matos Neto. A decisão regional foi posteriormente levada ao TSE por meio de recurso. (Justiça Eleitoral)

No TSE, o relator do processo, ministro Villas Bôas Cueva, apresentou voto pelo desprovimento do recurso. O cenário mudou com o voto divergente do ministro Floriano de Azevedo Marques, que entendeu haver abuso de poder e defendeu a cassação dos diplomas de Furlan e do vice, além da inelegibilidade do ex-prefeito e da realização de novas eleições municipais em Macapá. A ministra Estela Aranha acompanhou essa divergência, formando um placar parcial de dois votos pela cassação contra um voto pela manutenção da decisão anterior. (Justiça Eleitoral)

Esse placar, porém, não representa uma decisão final do TSE. Ainda há votos a serem apresentados e o julgamento precisa ser concluído pelo plenário para que se conheça o resultado definitivo do recurso. A própria Justiça Eleitoral informa que as sessões do TSE acontecem regularmente às terças-feiras e quintas-feiras, e as pautas podem sofrer alterações. (Justiça Eleitoral)

Para o eleitor amapaense, é importante diferenciar o processo que tramita no TSE de uma eventual decisão definitiva sobre a candidatura ao Governo do Estado. O fato de existir uma ação judicial e de haver votos divergentes não significa, por si só, que uma candidatura esteja automaticamente impedida. A situação eleitoral precisa ser analisada conforme as decisões e registros oficiais da Justiça Eleitoral, que podem sofrer alterações ao longo do processo.

O que acontece agora com a candidatura de Furlan

A retirada do julgamento da pauta significa que a disputa judicial ainda terá novos capítulos. O processo deverá ser incluído novamente em uma sessão futura do TSE, mas a data depende da organização da pauta e dos procedimentos da Corte. Até que o julgamento seja efetivamente concluído, o placar parcial registrado no processo permanece sujeito aos votos dos demais ministros. (Justiça Eleitoral)

A situação também ocorre em um momento de intensa movimentação eleitoral no Amapá. Furlan aparece entre os candidatos registrados para a disputa pelo Governo do Estado em 2026, mas a situação de registros eleitorais pode ser alterada conforme novas decisões da Justiça Eleitoral. Dados divulgados com base no sistema do Tribunal Superior Eleitoral mostram que as informações sobre candidaturas são atualizadas constantemente, motivo pelo qual o eleitor deve consultar as plataformas oficiais antes de tirar conclusões sobre a situação de qualquer candidato. (UOL Notícias)

O caso envolvendo o Macapá Verão 2024 também não deve ser confundido com outros processos ou questionamentos eleitorais que possam envolver o candidato. Cada ação possui fatos, pedidos e decisões próprias, e uma eventual decisão em um processo não necessariamente resolve automaticamente todas as questões jurídicas relacionadas a uma candidatura. Essa distinção é especialmente importante durante o período eleitoral, quando informações sobre candidaturas circulam rapidamente nas redes sociais.

Para o eleitor de Macapá e dos demais municípios do Amapá, o principal efeito imediato é a continuidade da incerteza sobre o desfecho específico desse processo. A decisão final ainda depende da retomada do julgamento pelo TSE e dos votos que faltam ser apresentados. Enquanto isso, informações sobre eventual cassação, inelegibilidade ou novas eleições municipais devem ser tratadas como possibilidades discutidas no processo, e não como fatos já definitivamente determinados pela Corte. (Justiça Eleitoral)

O julgamento que envolve Antônio Furlan permanece, portanto, como um dos processos eleitorais que merecem acompanhamento no Amapá. A sessão que estava prevista para 17 de setembro não concluiu a análise, e o processo deverá aguardar nova oportunidade de julgamento no TSE. Até lá, o placar parcial de 2 a 1 pela cassação continua sem efeito de decisão definitiva, enquanto a candidatura ao Governo do Amapá deve ser acompanhada pelas informações oficiais da Justiça Eleitoral. Para o eleitor, consultar o TSE e o TRE-AP é a maneira mais segura de verificar eventuais mudanças na situação jurídica do candidato e evitar informações desatualizadas durante a campanha de 2026.

Fontes:

  • TSE — pauta de julgamentos de 17 de setembro de 2026
  • SelesNafes — ausência de ministro adia julgamento de Furlan
  • Diário do Amapá — retomada do julgamento no TSE
  • TSE — informações sobre sessões plenárias
  • UOL — situação dos candidatos ao Governo do Amapá em 2026
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